ESCOLHENDO UMA BABÁ

Oferecemos consultoria no processo de escolha de sua babá, entre em contato conosco para saber como poderemos lhe ajudar! Mas atenção, não fazemos recrutamento e seleção de babás!

Mamães e papais, formamos uma equipe multidisciplinar clínica e trabalhamos há dez anos ininterruptos com Formação de Babás. Assim, poderemos alertá-los para diversos pontos numa entrevista de seleção, para que se instrumentalizem para cuidarem desta escolha por sua própria conta, não necessitando delegar esta tarefa tão importante a agências que jamais farão esta escolha como vocês, que entendem como ninguém mais as necessidades de seu filho.

Abaixo seguem algumas matérias, depoimentos de mães e artigos publicados a respeito desta difícil decisão...

Se você seguir mais adiante, terá acesso ao nosso roteiro de contratação de babás, elaborado por mães que passaram inúmeras vezes por esta experiência que agora lhe parece tão árdua...  

Consulte o site www.domesticalegal.com.br para verificar os aspectos legais que envolvem uma contratação segura!  

Consultoria na Contratação de Babás
 
A vasta experiência adquirida ao longo de nove anos na formação de babás aliada à cuidadosa escuta clinica das coordenadoras do Criança em Foco, ambas psicólogas e mães,  têm resultado em  um trabalho diferenciado e único em todo o país. 
 
Nos últimos meses temos recebido muitas ligações de pais e mães, de diversas cidades e Estados do Brasil, pedindo informações sobre nosso Curso de formação de babás e questionando a possibilidade de formarmos suas babás nas cidades onde moram, já que não conhecem outro local que ofereçam um curso no mesmo formato que o nosso. Normalmente os cursos de treinamento de babás ocorrem em agências de trabalho, condensados em um final de semana ou em um único dia. Não é possível que o Criança em Foco trabalhe, também, nesse formato? Isso facilitaria o curso em outras cidades do país e atenderíamos a um numero maior de pais ansiosos por confiar seus filhos em mãos de profissionais afetivas,  competentes, informadas e bem formadas. 
 
Exatamente por conhecermos a seriedade e o alcance de nosso trabalho e conseqüentemente nossa responsabilidade diante das famílias que atendemos é que não nos propomos a diminuir nosso Curso de Formação de Babás. Em um mundo corrido como esse em que vivemos, as pessoas cada vez mais precisam ganhar tempo, condensar trabalho, aumentar o ritmo. No entanto,  quando se trata de bebês e crianças – desenvolvimento físico, emocional, motor; alimentação; saúde; segurança; higiene; linguagem; sono; socialização; brincadeiras; estimulação;   comunicação;  necessidades, urgências e mecanismos , entre tantos outros assuntos–  todo tempo é poucoHá muito a se estudar e conhecer.... O universo infantil é vastíssimo e não se aprende sobre esse universo em um final de semana.
 
Nosso país é repleto de desigualdades sociais e são poucas as babás que tiveram a oportunidade de estudar ao longo de suas vidas; mergulhar no universo do estudo requer dedicação, boa vontade, atenção, concentração. Não basta lançar a informação, já que sozinha ela perde seu valor. Faz-se  necessário um tempo para que seja possível ler, refletir, associar idéias, levantar questões. Por isso nosso curso acontece em módulos, uma vez por semana. A cada aula muitas informações são lançadas, levantando dúvidas e questionamentos. 
 
Apesar de não nos propormos a traçar perfil psicológico das babás ou avalizar processos de recrutamento e seleção – nosso objetivo é formar as profissionais acerca dos principais mecanismos da infância – convivemos com nossas alunas ao longo de dez ou onze semanas consecutivas.   Durante esse período podemos verificar sua pontualidade, compromisso, interesse, participação, equilíbrio emocional, senso de humor, entre tantas outras características fundamentais. Em um final de semana é muito difícil conhecer as pessoas, ouvir suas histórias e experiências – que servem ou servirão de modelo de cuidado para os bebês e crianças que serão cuidados por elas. No curso de Formação de Babás do Criança em Foco o tempo se torna aliado e parceiro de trabalho.
 
Por todos os motivos discutidos anteriormente não nos propomos a dar um curso relâmpago, básico ou condensado. Mas entendemos as necessidades e urgências das famílias que não moram em Curitiba ou no Rio de Janeiro e que muito nos honram e alegram com seus pedidos de orientação.
 
Para atendê-los criamos um serviço de consultoria de formação de babás. Por mais que cada caso seja único e receitas não existam quando se trata de pessoas, temos uma larga experiência prática e clínica em inúmeras situações relativas a “profissão babá.” Qualquer dúvida ou problema, procure-nos – teremos o maior prazer em conversar com você pelo telefone ou através de email.
 
Conhecendo um pouquinho sobre sua história e sobre as dificuldades com relação à babá de seu filho(a) – sejam técnicas, sejam de formação, sejam de relacionamento interpessoal – poderemos levantar pontos fortes e fracos da profissional, vendo aqueles mais importantes a serem trabalhados em um momento oportuno. Se você mora em uma cidade ou Estado próximo de Curitiba, é possível agendar uma visita de uma de nossas coordenadoras para que ela possa trabalhar com sua babá os pontos críticos de seu trabalho. Da mesma forma é possível marcar um atendimento no Criança em Foco.
 
Acima de tudo, nosso maior compromisso é com os bebês e crianças que atendemos – muitos deles desde a gestação. Nada nos deixa mais tranqüilos e com a sensação de dever cumprido do que saber que as crianças estão sendo bem atendidas e cuidadas em suas necessidades, podendo desenvolver todas as suas potencialidades, no seu ritmo e em seu tempo.
 
                                                                      
Chamando a atenção da babá
Artigo de base de matéria na Revista Cláudia / Dezembro 2004
 
           Algumas mães que atendo – seja no consultório , seja aquelas que me procuram para o curso de formação de babás – demonstram receio e um incômodo sentimento de mal-estar quando precisam  chamar a atenção da babá de seus filhos. Se por um lado elas ficam aborrecidas quando a babá comete um erro ou não faz aquilo que foi combinado, por outro  relatam  sentirem medo de que as profissionais possam “descontar” na criança o fato de terem sido chamadas atenção, levando-as a ficarem  caladas diante do erro da funcionária. Esse sentimento tende a ser mais intenso em duas situações: quando a mãe trabalha fora e se ausenta por grandes períodos do dia, provocando uma relação de dependência dos responsáveis para com a babá  e quando a criança é ainda pequena, não conseguindo falar sobre aquilo que acontece durante a ausência dos pais.  Por medo da reação da babá , a mãe acaba “engolindo” o problema, que quando não  esclarecido corre o risco de se repetir, criando um círculo vicioso de erros e insatisfações. Deixar de chamar a atenção da babá por medo de que ela desconte na criança a bronca que recebeu é a pior entre todas as possibilidades; a situação com certeza ficará insustentável, expondo a criança a riscos que poderiam e deveriam ser evitados.
           Em qualquer relacionamento, seja pessoal ou profissional, o essencial é falar sempre que alguma coisa nos desagrada, dizendo para a pessoa o que nos desagradou e porque. Ao falarmos sobre algo que nos incomoda assim que a coisa acontece, temos maiores chances de abordar o assunto com mais serenidade, de forma equilibrada, objetiva e clara. Quando relevamos e acumulamos incômodos e insatisfações,  ocorre exatamente o contrário. Tal qual uma panela de pressão, chega uma hora que a gente explode. E nessa explosão a reprimenda ou queixa sai de qualquer jeito, de forma impulsiva, podendo provocar mágoa , ressentimento e revolta em quem a recebe, sem contar que a queixa chega de modo inesperado: se você nunca chamou a atenção da babá, o mais provável é que ela entenda que está agindo corretamente e que esta sendo aprovada em suas atitudes. Quando os pais “engolem” as insatisfações e os  erros da babá, mais cedo ou mais tarde a explosão ocorre, não raro diante de um erro  menor, pegando a babá de surpresa. O ideal é falar com calma, pois para que possam cobrar equilíbrio emocional da babá as mães também precisam demonstrar equilíbrio emocional ao falar com ela, servindo de  exemplo e modelo. Se de todo modo você está em um dia ruim e não conseguiu manter a calma na hora de repreender a babá, não hesite em pedir desculpas. E evite que isso se torne recorrente, para não desgastar a relação. 
              Quero chamar atenção para o fato de que o bebê, apesar de não falar,  comunica-se através do choro, de alterações no sono, na  alimentação e na conduta; com certeza os pais percebem quando seu filho está inquieto, com alguma dificuldade. Quando maior, a criança já pode relatar o que aconteceu. Para isso é importante que os pais deixem claro para a própria criança, diante da babá, qual o papel que ela exerce; o que esperam da profissional; o que a babá pode fazer na ausência dos pais e finalmente quais são as atitudes esperadas e aquelas não permitidas. Diante de uma situação estranha ou que a deixou assustada , a criança sente-se mais à vontade para dividi-la  com os pais.
           Na verdade o que todos os pais desejam é a certeza e a garantia de que a babá jamais fará qualquer coisa que os desagrade ou que coloque em risco a segurança física e a saúde psíquica de suas crianças; essa garantia  no entanto não é possível. O  ser humano, é singular, dinâmico e  imprevisível.  Nem mesmo um teste psicológico pode dar garantias de que o indivíduo “testado” jamais cometerá erros ou apresentará patologias – quando bem realizado serve como mais um instrumento que auxilia  na identificação da estrutura básica da personalidade, descrevendo o funcionamento psicodinâmico daquele momento, mas na verdade não garante nada.  Por isso o momento da contratação de uma babá é muito importante, devendo acontecer em algumas etapas. Jamais  delegue a ninguém  a tarefa de contratar a babá de seu filho. Realizada a  contratação, um curso de  formação de babás, oferecido por equipe séria e bastante experiente, tem um grande valor.   Não sinta constrangimento em perguntar sobre a experiência dos profissionais envolvidos no curso – pessoal e profissional (é fundamental que os profissionais envolvidos no contato diário com a babá e que realizam  sua formação teórica tenham experiência enquanto pais)  ;  informe-se sobre a  formação teórica dos profissionais da equipe - a atualização profissional, congressos que participam , apresentação de trabalhos;  certifique-se que tenham  prática clínica – o que possibilita escuta de problemas mais apurada, enfim,  cheque todas as referências do curso. Infelizmente, assim como as babás podem não ser pessoas idôneas e dar referências que não condizem com a realidade, muitas pessoas abrem cursos de formação de babás sem possuir experiência.  Lembre-se de que você está confiando a formação da babá de seu filho a esses profissionais.
           É muito importante que as mães possam criar  e manter um canal de diálogo e comunicação com as babás de seus filhos. O hábito de conversar com elas  regularmente para avaliar o trabalho; elogiar suas atitudes corretas e sua responsabilidade; relembrar  as orientações e combinações estabelecidas no momento da contratação;  fazer um balanço das coisas que a babá ainda precisa melhorar; estar aberto para atender algumas de suas necessidades  – como todo indivíduo ela não está livre de problemas e dificuldades-  são exemplos que facilitam o convívio e diminuem os riscos de problemas sérios.  Se você mantém aberto um canal de comunicação  fica bem mais fácil conversar com a babá  sobre eventuais falhas, sem temer que ela leve isso para o lado pessoal, criado um clima tenso e hostil, o que seria péssimo para todos, especialmente para a criança, que necessita de ambiente tranqüilo e seguro para crescer de forma saudável.
            Mesmo que tenha seguido todos os passos necessários na hora da contratação e que mantenha  aberto um canal de comunicação com a babá, é possível que problemas ocorram. Se você estiver descontente com o trabalho da babá ou desconfiada de que algo não está bem, vença a dificuldade e converse com ela para esclarecer o que esta acontecendo – se ficar mais tranqüila peça para alguém que confie estar presente durante sua conversa com a babá.  Lembre-se sempre de que você é a mãe de seu filho e que nenhuma babá é insubstituível. 
           Caso precise despedir a babá, conte com uma rede social de apoio até contratar a nova profissional - avós, parentes, amigos podem ajudar - ou procure o serviço de uma creche de sua confiança. Isso com certeza causará um rebuliço temporário na sua rotina mas jamais mantenha em casa uma profissional que desconte em seu filho o fato de ter sido chamada atenção. Um  pré-requisito inegociável na profissão de babá é possuir equilíbrio emocional,  boa saúde psíquica e consciência profissional. Gostar de criança é imprescindível,  mas não é o suficiente.
 
Heloisa Coutinho - Psicóloga e coordenadora licenciada da unidade do RJ entre 2005 e 2007
 
 
Quem fica com o bebê?
Publicado no site Bebê 2000 - Semana de 21 a 28 de Maio/2000

Ao voltar ao mercado de trabalho, uma dúvida atroz preocupa a mãe: com quem deixar o bebê? Em alguns casos, a ajuda experiente das avós põe fim ao dilema, mas em outros casos há necessidade da contratação de uma babá. Neste momento, o casal está diante de uma decisão muito importante. Quais os requisitos básicos que devem pesar na escolha? O site Bebê 2000 conversou com a psicóloga Fernanda Roche, idealizadora do curso de Capacitação e Treinamento de Babás, um dos mais conceituados do País, para esclarecer estas e mais dúvidas sobre o tema. Acompanhe, nesta semana uma entrevista exclusiva com a psicóloga.

Saiba que cuidados tomar na hora de contratar uma babá
00:25 17/06/2000 - Darlan Alvarenga, repórter iG em São Paulo
    
      Experiência e boas referências não são tudo

      Os pais tendem a ficar mais tranqüilos em entregar seus filhos às pessoas mais velhas e experientes. Mas, segundo a psicóloga clínica Fernanda Roche, especialista na capacitação de babás, a vontade de aprender e o bom-humor podem ser características ainda mais importantes.

      "As principais características de uma babá devem ser: capacidade afetiva, sinceridade, paciência, responsabilidade, higiene, disposição física e emocional, vontade de aprender, iniciativa, organização e fundamentalmente bom-humor", afirma. 

      De qualquer forma, o importante é ser criterioso na hora de contratar uma babá.
      A psicóloga recomenda os seguintes passos para a seleção: 

      - Entrevista pessoal com a candidata, verificando suas expressões e reações;

      - Identificar os empregos anteriores da candidata e sua organização familiar; 

      - Checar pessoalmente as referências anteriores; se possível, os antecedentes criminais; 

      - Caso a candidata seja inexperiente, checar as referências pessoais;

      Depois de feita a seleção, recomendada-se uma nova entrevista, deixando somente neste momento que a candidata tenha algum contato com a criança. 

      "Recomendo que os pais evitem que a criança tenha contato com todas as candidatas, para que ela não fique confusa", explica Fernanda. 

      Comprovada a empatia entre babá e criança e entre os pais e a babá, basta então os pais procurarem sempre manter contato com a babá e fiscalizar o seu trabalho.  

       A experiência não deve ser a única preocupação; referências pessoais, capacidade afetiva, sinceridade, responsabilidade, higiene, organização, iniciativa e bom-humor também precisam ser considerados.  
        

Medo leva pais a tomarem maiores cuidados na hora de contratar babás
 00:19 17/06/2000 - Darlan Alvarenga, repórter iG em São Paulo (reedição)
          
 Fitas de vídeo mostrando babás espancando crianças; bebês despencando de apartamentos, enquanto a babá dormia; menores abandonados no playgrond com a chave de casa na mão; recém-nascidos largados com fome no berço e jóias roubadas. 

            Histórias como essas não são muito freqüentes, mas têm redobrado as preocupações dos pais na hora de contratar uma babá. 

            "Os pais ficam em situação de impasse, pois consideram a ajuda de uma babá cada vez mais importante para que possam manter suas carreiras profissionais e ao mesmo tempo ficam tensos ao ouvir denúncias de maus tratos de babás", afirma a psicóloga clínica Fernanda Roche. 

            Desde março, a psicóloga já qualificou mais de 100 mulheres em seus cursos de capacitação e treinamento de babás. 

            Segundo Fernanda, a experiência por si só não é o mais importante. "O fundamental é o interesse. Treinar uma babá inexperiente pode até ser mais interessante", diz. 

            "A minha preocupação é mostrar os limites de atuação da babá. Esses limites são estabelecidos pelo papel dos pais e do pediatra", afirma Fernanda. 

            A psicóloga procura identificar se as candidatas à babás possuem real prazer neste trabalho ou o encaram como apenas mais uma forma de ganhar dinheiro. 

            "Este trabalho deve ser visto como uma carreira. As mulheres não podem trabalhar como babás simplesmente por falta de opção, sem possuir preparo para isso", afirma. "Por isso, os pais devem ser criteriosos na seleção desta profissional".

Comentário a respeito da reportagem de O Globo de 12/06/2000, sobre a denúncia de maus-tratos a uma criança:

Infelizmente este caso lamentável é mais um entre tantos que ocorrem no dia-a-dia das famílias. Além de espancamentos, não são raros os casos de outras formas de maus-tratos com as crianças, como administração de medicamentos para indução de sono, incentivo ao medo e à insegurança emocional, abuso sexual ou negligência. Na maioria das vezes, não tomamos conhecimento porque os pais preferem não expor publicamente a família.

Considero da maior importância que os pais denunciem estes fatos ao
perceber o menor sinal de mudança de comportamento da criança. Não há situação mais grave do que a criança ter sido exposta a uma situação de tortura, física ou psicológica. Partindo desta premissa, haveria, portanto, maiores chances de que a criança e a família pudessem elaborar da melhor forma possível o ocorrido. Evitar falar sobre as situações difíceis infelizmente não as fazem deixar de existir. 

Quanto à prevenção, creio que uma importante tendência é o treinamento de babás, na tentativa de mostrar a elas a importância e a responsabilidade deste papel e fazer com que, informadas corretamente sobre os mecanismos da infância, suas necessidades e urgências, possam se reconhecer e se valorizar como profissionais, aumentando a auto-estima, fundamental para o trato com crianças. A proposta do Curso de Formação de Babás passa também pela tentativa de aumentar a comunicação entre pais e babás e incentivar uma unidade de linguagem com a criança.

ROTEIRO DE CONTRATAÇÂO DE BABÁS

 
Prezados pais,
 
a intenção deste roteiro de contratação é fornecer algumas dicas de perguntas importantes a serem feitas a uma candidata a babá na fase de entrevistas para a contratação. Trata-se apenas de uma sugestão, bastante cuidadosa, embora ainda assim insuficiente para que se possa garantir uma escolha definitivamente acertada. Vale lembrar que a empatia e a própria sensibilidade dos pais contam tanto quanto respostas confiáveis e que a confirmação da confiança depositada deve ser avaliada no dia-a-dia. Assim, considero de extrema importância que os pais não deleguem esta função de seleção da babá.  
 
Em geral, os pais partem da seguinte dúvida: Onde procurar uma babá? A primeira resposta deveria ser: jamais na casa de uma outra família - lembrando que a maneira como uma pessoa sai de um trabalho pode seguir sendo a mesma - e que a próxima família a ficar a descoberto pode ser a sua! Poderíamos pedir ajuda às boas babás/domésticas de amigas cuidadosas; através de contatos familiares em cidades do interior, nas famílias de antigas ajudantes, etc.  
 
Este roteiro se divide em quatro etapas: telefonema (1o. contato), checagem das referências, 1a. entrevista, e finalmente, a entrevista final, com a(s) criança.
 
As respostas vão ser avaliadas de forma subjetiva, ou seja, cada família terá seu próprio código de valores e avaliará o que vai ser importante para si.
 
 1. 1o. contato (telefônico)
 
Inicialmente, é preciso saber alguns dados pessoais, que podem ser anotados em uma ficha: nome completo, idade, estado civil, se ela tem filhos e a idade deles, com quem ficam e aonde.  Pergunte claramente porque procura emprego como babá. A partir daí, indague sua experiência prgfissional. Pergunte ainda há quanto tempo está desempregada e o motivo pelo qual saiu do último emprego. Se ainda estiver trabalhando, procure saber  como está sendo feita esta saída do emprego, se a patroa daria referências dela. É útil perguntar o que ela imagina que a patroa falaria sobre ela (compare depois).  Indague seu último salário e esquema de folgas. Se estes dados colhidos forem satisfatórios para sua avaliação e possibilidades financeiras, marque uma data para ela lhe telefonar para marcarem uma entrevista, mas antes peça os contatos atualizados com as pessoas que dariam referências de seus trabalhos anteriores (os últimos dois ou três - marque ao lado na ficha as datas aproximadas em que entrou e saiu, para posterior confirmação - mas não dê a impressão de estar anotando isto; peça também os nomes das crianças e idades na época - isto dá a medida do envolvimento ou interesse pelas crianças das quais cuidou). Diga claramente a ela que esta enquete toda é devido ao fato de vc não achar justo tomar o tempo dela ou o seu à toa.
 
2. Checagem das referências:
 
Nesta etapa, o importante é que se consiga checar as informações obtidas com a candidata e buscar outras tantas que lhe permita checar na próxima entrevista também. Esclareça com a pessoa que você estará tomando o tempo dela por um instante, para poder fazer uma contratação segura. Seguramente, já tendo estado na mesma situação, terá a devida compreensão.
Pergunte se ela checou as referências, por sua vez, quando a contratou, e o que lhe fez contratá-la na ocasião. Procure saber como ela agia profissionalmente e pessoalmente, que características mais a incomodava e quais valorizava, os motivos da saída. Indague um pouco sobre a dinâmica da família, para verificar os pontos em comum com a sua (se a mãe trabalha fora, quantas crianças são, etc). Pergunte como lidava com as folgas, com salário, com os demais profissionais da casa, o que sabia sobre a família dela. Indague sobre hábitos de higiene, educação, iniciativa, boa vontade, sociabilidade, bom - humor, paciência, postura profissional e sobre como agia em situações de impasse com as crianças. Se houver alguma resposta que contradiga o que você colheu junto à babá, confronte com a resposta dela e verifique a reação. Caso perceba uma tentativa de mudar de opinião, desconfie.
 
3. 1a. entrevista:
 
Esta etapa deve ser feita preferencialmente fora de sua casa (play do edifício, escritório), evitando assim o contato da candidata com as crianças, pois isto acarretará numa exposição desnecessária de seu filho a várias profissionais. Se o pai da criança puder estar junto, será de grande valor, pois duas opiniões contam sempre mais do que uma. Procure colocá-la à vontade, sem deixá-la intimidada ou nervosa. Desta feita, você poderá pedir a ela que fale um pouco mais sobre sua vida, sua família, seus filhos. O ideal seria que ao final desta conversa você esteja fechando em sua cabeça um perfil desta pessoa: se ela fala olhando em seus olhos, se é simpática, se tem boa dicção, se fala abertamente de sua vida ou se é misteriosa, se fala das crianças de quem cuidou com carinho.  É bom ficar atenta ao asseio pessoal, ao tipo de vestimenta que usa, se parece ter postura ao sentar, se lhe parece sincera em suas palavras. Pergunte a ela qual foi a criança mais fácil de quem cuidou, e por que. Pergunte, em seguida, qual teria sido a mais difícil e o motivo. Faça o mesmo com relação aos patrões. Uma boa maneira de perguntar é saber com quem ela melhor se relacionava na família. Cheque a veracidade das informações conseguidas através das referências. Não há problema algum em fazer algumas anotações, peça licença e diga que é um hábito seu. Assim, facilita a conferir depois com o que tiver anotado durante os telefonemas. Indague sobre sua saúde e seus hábitos de alimentação. Se tiver filhos, explore um pouco este assunto: verifique o que acha importante na educação de uma criança, o que os filhos significam para ela, com muito tato. Indague com que faixa de idade ela acha que se identifica mais. Por fim, pergunte a ela o que acha que precisa ter uma boa babá e quais destas características ela acredita que possua e quais precisaria aperfeiçoar. Fique atenta a respostas como: “nenhuma” . Tente fazer uma avaliação interna para marcar ou não a etapa final e então negocie salário e folga, caso ela seja selecionada. Deixe bem claro todos os pontos, regras, funções da babá em sua casa, lembrando que é sempre melhor “amarrar” um contrato mais apertado, para estendê-lo um pouco se for o caso. O contrário é sempre mais difícil.
 
4. Entrevista final: 
 
Esta etapa é de definição. Na verdade, ao chegar até aqui a candidata está com excelentes chances de ser contratada. Portanto, chame-a à sua casa, para interagir com as crianças, conhecer os demais profissionais, mostrar um pouco da dinâmica da família e da rotina dos pequenos. Observe seu jeito com todos, veja se lhe parece conseguir uma boa entrada, se pergunta sobre os hábitos e normas da casa. Aproveite esta ocasião para indagar tudo o que houver esquecido nas etapas anteriores, ou mesmo dúvidas suscitadas pelo pai das crianças. A empatia e a sensibilidade das crianças contam bastante nesta fase, mas leve em consideração se a babá anterior for muito querida pelas crianças.
 
Este roteiro pode parecer um tanto cansativo a princípio, mas é preciso lembrar que a contratação pouco criteriosa pode levar, na melhor das hipóteses, a uma troca frequente de babás, o que implica em uma série de repercussões negativas para as crianças. Na prática, no entanto, cada vez mais ele fluirá rapidamente e vai sendo adaptado a suas necessidades daquele momento. Encare como um recrutamento em uma empresa: da forma mais séria e cuidadosa, evitando desgastes de tempo, treinamentos e principalmente, de investimentos emocionais de todos os envolvidos.
 

Fernanda Roche

DEPOIMENTOS
 
Alguns depoimentos de pais e babás servem para ilustrar a importância desta busca pelo entendimento ao redor da criança. “Harmonia - em uma orquestra -  não significa que todas as vozes cantem em uníssono, mas que, com suas singularidades, cada uma a seu tom, encontrem juntas um entrelaçamento numa mesma direção.”
 
             “Eu indicaria este curso porque, além de treinar a babá, ele amplia o horizonte do pensamento dela e reforça a responsabilidade e importância do papel que ela desempenha” (D. N. M. S)
 
            “Sempre fui atenciosa com minha babá, mas depois do curso passei a me dar conta que ela teve uma infância e que precisava estar mais atenta também à infância dela” ( F. L. T)
 
            “O curso foi muito bom e proveitoso, tirou muitas dúvidas minhas e aprendi outras coisas que não sabia. Bom seria que todas as babás pudessem fazer o curso e a mãe da criança também, porque fica melhor de se trabalhar.” (S. F.S.)
 
            “Obrigada por nos ajudar a ser mais competente na nossa profissão!” (S.S.S)
 
            “Percebi que houve uma adequação das informações ao universo da babá e às necessidades do meu filho.” (A.L.M)
 
            “Mais uma vez, o curso foi ótimo para a babá. Apesar das limitações da mesma (idade, local onde morava, nível de escolaridade), acho que o aproveitamento foi bom. Era uma pessoa em quem eu não depositava muitas esperanças, mas surpreendentemente, ela se tornou muito apegada à minha filha, mais organizada, mais disposta a brincar e mais paciente às refeições. É a segunda vez que gosto do resultado, mas desta vez senti mais diferenças, talvez porque a anterior já fosse mais preparada.” (D. S. C.)  
 
            “A realização destes cursos foi fundamental para atender toda a família, porque após uma experiência mal sucedida com outra babá, pude aprender e perceber que as pessoas são diferentes...a babá não tinha experiência alguma com crianças e após, e até mesmo durante o curso, ela foi adquirindo confiança, sugerindo e realizando modificações...participa mais da vida das crianças, conversa com eles de forma mais adequada e está sempre preocupada em falar e agir adequadamente com elas. Está sempre pronta a me ajudar, se diz grata pela oportunidade e assume seu papel de babá verdadeiramente.”  ( D.S.S)

Extraído da BBC/ UK em 28/05/2007: 

Parent's checklist

Before you make a final decision about the best childcare to suit your and your child's needs, go through these lists and answer all the questions to make sure you haven't forgotten anything important.

Your options

  • Have you looked at several local options to get a good idea of what's available?
  • Have you worked out exactly how much it will cost you each week?
  • If you can't afford your preferred option, have you found out what Government help may be available?


 

Your child's main carer

  • Is the carer trained and/or experienced?
  • Have you spoken in person to at least one (preferably two) parents who've used the carer and heard good things about her?
  • Does the carer respond to your child as an individual and communicate well with you? Are you and your child made to feel welcome?
  • Is she willing to help you continue your child's routine with things such as sleep, food or any special needs?
  • Is she willing to fit in with your ideas on discipline, toilet teaching, sweets and other issues?
  • Does she like children and enjoy caring for them?


 

Your child's environment

  • If outside your own home, is the place safe, clean and well-equipped?
  • Will your child have contact with other children?
  • Is there a safe outside space where your child can play?
  • Are there plenty of appropriate toys, and will your child have lots of opportunities to play with them?
  • Is it an environment in which your child will feel happy and confident in terms of ability, race, culture, language or gender?


 

Your instincts

  • Do you like the person who'll have responsibility for your child?
  • Do you find them easy to talk to and willing to listen?
  • Do you feel relieved to have found someone you can trust?


 

Once you're satisfied with most, if not all, of these points, you're in a great position to go ahead and book your child's place with the carer of your choice.


The first few weeks

If you go back to work and hand over your child to someone else to care for, your emotions may run riot. It's important to establish a routine for you and your child so things quickly settle down. Here's how.

Getting into a new routine

While you may find being separated from your baby difficult, it's important that you give her the right messages so she feels confident about what's happening. Always talk positively about her childcare when she's around. Also keep a close eye on her progress, so you can judge if she's settling in well.

Telephone your carer

Good childcare providers will welcome you ringing as often as you need to reassure yourself that all's well.
If you find your mind wandering during the day, give the carer another ring to find out how your baby's doing and what she's been up to.

Ease yourself in

If you can afford it, see if your employer will let you start back to work part-time for the first couple of weeks. This gives you and your baby more time to adjust. Alternatively, try leaving your baby with the carer for a few sessions before you return to work.

Quick visits

If you work close to where your baby is or are lucky enough to have a workplace nursery, it's tempting to pop back at lunchtime to see how your baby is doing.
This is fine as long as she's not going to get distressed when you go away again, which usually happens from around six to eight months. Don't drop in if she's unsettled by your visits.
You, too, may find it distressing to leave her twice in one day. However, if you're breastfeeding, calling in to give a lunchtime feed can be a great way to carry on longer.

Say goodbye

A big kiss and cuddle, followed by a clear "Bye, bye, see you later", are essential. By clearly indicating that you're leaving, she'll come to understand that there's a pattern to the day, and that you do come back when you say you will.

Extraído de The essencial guide to Employing a Nanny - Hobart and Frankel - UK,1999